Cada transação registrada, cada relatório emitido, cada indicador calculado forma a base sobre a qual empresários tomam decisões que definem o futuro de seus negócios. A contabilidade não é apenas conformidade fiscal — é a linguagem dos negócios traduzida em informação estratégica.
Empresas que tratam a contabilidade apenas como obrigação burocrática enfrentam consequências que vão muito além de multas fiscais. A ausência de organização contábil estruturada gera três problemas críticos:
Sem registros contábeis precisos, gestores não sabem se estão lucrando ou apenas girando caixa. Precificação incorreta, expansão prematura e investimentos equivocados são sintomas de quem navega sem bússola financeira.
Tributos pagos indevidamente, créditos não aproveitados, obrigações acessórias entregues com erros ou atrasos. Cada falha se acumula, gerando passivos que podem inviabilizar o negócio quando descobertos em fiscalizações.
Bancos, investidores e fornecedores exigem demonstrações contábeis auditáveis. Empresas sem escrituração regular não conseguem comprovar capacidade de pagamento, rentabilidade ou saúde financeira — ficando reféns de capital próprio limitado.
A escrituração contábil é o registro sistemático, cronológico e documentado de todos os fatos que alteram o patrimônio da empresa. Não se trata de formalismo: é o método que transforma movimentações financeiras em conhecimento estruturado.
O balanço patrimonial é a demonstração que evidencia, em determinada data, a posição patrimonial e financeira da empresa. Estrutura-se em três grupos fundamentais:
Bens e direitos controlados pela empresa
Obrigações e dívidas da empresa
Recursos próprios dos sócios
ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
A DRE apresenta, de forma resumida, as operações realizadas pela empresa durante determinado período, evidenciando o resultado líquido (lucro ou prejuízo).
O sistema tributário brasileiro oferece múltiplos regimes de apuração. A escolha inadequada pode representar sobrecarga fiscal de 20% a 40% sobre o faturamento. Planejamento tributário lícito é direito do contribuinte — e dever de gestão responsável.
Funcionamento: Arrecadação unificada de tributos federais, estaduais e municipais em guia única (DAS), com alíquotas progressivas sobre faturamento.
Até R$ 4,8 milhões/ano
Variam de 4% a 19,5% conforme anexo e faixa de receita
Empresas com folha de pagamento baixa e margem de lucro alta
Funcionamento: Presume-se margem de lucro (8% a 32% conforme atividade). IR e CSLL incidem sobre essa base presumida. PIS/Cofins sobre faturamento (3,65% cumulativo).
Até R$ 78 milhões/ano
13,33% a 16,33% para prestação de serviços
Empresas com margem de lucro real superior à margem presumida
Funcionamento: Tributos calculados sobre lucro contábil efetivo, ajustado por adições e exclusões previstas em lei. PIS/Cofins não-cumulativo (9,25%) com direito a créditos.
Faturamento > R$ 78 milhões/ano ou certas atividades (bancos, factoring)
Exige escrituração contábil completa e controles rigorosos
Empresas com margem baixa, prejuízos acumulados ou créditos tributários significativos
Empresas frequentemente recolhem tributos sobre bases de cálculo incorretas, interpretações ultrapassadas ou sem o aproveitamento de benefícios fiscais legítimos. A recuperação tributária é processo técnico que identifica e resgata valores pagos a maior nos últimos 5 anos.
Muitas empresas tributam juros de aplicações financeiras, descontos obtidos e outras receitas que não configuram receita da atividade econômica.
Tese consolidada no STF: ICMS destacado em nota fiscal não integra faturamento para fins de PIS/Cofins. Empresas que não ajustaram suas apurações têm direito ao ressarcimento.
Conceito de insumo foi ampliado pela jurisprudência. Despesas com materiais de limpeza, uniformes, ferramentas, embalagens, energia elétrica e outros itens podem gerar créditos.
Decisões judiciais afastam incidência de contribuição previdenciária sobre certas verbas trabalhistas. Empresas podem recuperar valores recolhidos e cessar recolhimentos futuros.
Escrituração contábil regular gera relatórios. Relatórios bem interpretados geram indicadores. Indicadores acompanhados geram decisões informadas. A consultoria empresarial transforma contabilidade em ferramenta de gestão.
Medem a capacidade da empresa de honrar compromissos de curto e longo prazo
Ativo Circulante ÷ Passivo Circulante
(Ativo Circulante - Estoques) ÷ Passivo Circulante
Avaliam o nível de dependência de capital de terceiros
(Passivo Total ÷ Patrimônio Líquido) × 100
(Passivo Circulante ÷ Passivo Total) × 100
Demonstram eficiência na geração de lucro
(Lucro Líquido ÷ Patrimônio Líquido) × 100
(Lucro Líquido ÷ Ativo Total) × 100
Avaliam eficiência operacional e velocidade do ciclo financeiro
(Contas a Receber ÷ Receita Líquida) × 360
(Fornecedores ÷ Compras) × 360
Lucro contábil não garante caixa disponível. Empresas lucrativas quebram por falta de liquidez. O fluxo de caixa projeta entradas e saídas efetivas, permitindo antecipação de necessidades de capital.
A análise contábil-financeira é base, mas decisões empresariais envolvem variáveis além de indicadores. A consultoria integra:
Cálculo de ponto de equilíbrio, margem de contribuição e formação de preço baseada em custos reais — não em "preço de mercado" ou achismos.
Avaliação de investimentos por VPL (Valor Presente Líquido), TIR (Taxa Interna de Retorno) e payback — decidir entre expandir, terceirizar ou abandonar operações deficitárias.
Cisão, fusão, incorporação e reorganização de participações societárias para otimização tributária e sucessão patrimonial.
Auditoria contábil, fiscal e trabalhista em empresas-alvo de aquisição — identificar passivos ocultos, contingências e ajustar preço de compra.
A legislação trabalhista brasileira é extensa, detalhista e passível de interpretações jurisprudenciais. Erros na gestão de folha de pagamento, contratos e obrigações acessórias geram passivos que frequentemente superam o faturamento anual de micro e pequenas empresas.
A Justiça do Trabalho tem entendimentos consolidados que, quando descumpridos, geram condenações significativas. Principais riscos:
Situação: Empregados que trabalham além da jornada sem registro formal em ponto eletrônico ou manual.
Consequência: Condenação ao pagamento retroativo de horas extras (mínimo 50% sobre hora normal) com reflexos em DSR, 13º, férias e FGTS. Prescrição de 5 anos.
Custo médio: R$ 30.000 a R$ 150.000 por empregado em ações trabalhistas.
Situação: Contratação de "prestadores de serviço PJ" que trabalham com exclusividade, subordinação e horário fixo.
Consequência: Reconhecimento de vínculo empregatício com pagamento de todas as verbas trabalhistas retroativas, FGTS, INSS e multas.
Custo médio: R$ 80.000 a R$ 300.000 por falso PJ reconhecido.
Situação: Empregado contratado para função simples (auxiliar) executa atividades de maior complexidade (analista, coordenador) sem promoção.
Consequência: Equiparação salarial retroativa ao paradigma da função exercida, com diferenças em todas as verbas.
Custo médio: R$ 20.000 a R$ 100.000 conforme tempo e diferença salarial.
Situação: Exposição a agentes nocivos à saúde ou trabalho em horário noturno (22h às 5h) sem pagamento de adicional legal.
Consequência: Condenação ao pagamento retroativo de adicionais com reflexos em todas as verbas trabalhistas.
Custo médio: R$ 25.000 a R$ 120.000 por empregado.
Revisão periódica de contratos, jornadas, adicionais, promoções e rescisões para identificar e corrigir inconformidades antes de reclamações trabalhistas. Investimento em prevenção é sempre inferior ao custo de condenações judiciais.
Além da folha de pagamento, empresas devem entregar declarações mensais e anuais ao governo:
Sistema unificado de escrituração digital das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. Substitui GFIP, CAGED, RAIS, DIRF e outras declarações.
Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais. Confessa dívidas de contribuições previdenciárias e tributos federais.
Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte. Informa valores pagos e IR retido de funcionários, prestadores e aluguéis.
Contabilidade é profissão regulamentada. Atuação exige registro no Conselho Regional de Contabilidade, responsabilidade civil e observância de código de ética. A GTBrasil opera com total transparência regulatória.
GO-004124/O-0
Registro ativo no Conselho Regional de Contabilidade de Goiás, habilitando prestação regular de serviços contábeis e emissão de demonstrações com validade jurídica.
CNPJ 37.885.969/0001-05
Empresa formalmente constituída com responsabilidade civil, permitindo emissão de notas fiscais, contratos juridicamente vinculantes e garantia de continuidade de serviços.
NBC PG 01 (R1)
Observância obrigatória das Normas Brasileiras de Contabilidade, garantindo sigilo profissional, independência técnica e zelo na execução dos serviços.
Art. 1.177 do CC/2002
Responsabilidade técnica e civil pelos atos praticados no exercício da profissão, com possibilidade de contratação de seguro de responsabilidade civil profissional para proteção de clientes.
O contador é o profissional habilitado (técnico ou bacharel) com registro no CRC. O escritório de contabilidade é a empresa (pessoa jurídica) que presta serviços contábeis. Um escritório pode ter vários contadores em seu quadro, sendo obrigatório ter um responsável técnico registrado.
Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendável. Mesmo com regime simplificado, o MEI pode cometer erros em desenquadramento, mistura de finanças pessoais e empresariais, ou perder oportunidades de transição para ME quando o faturamento cresce. Além disso, caso contrate empregado, as obrigações trabalhistas exigem acompanhamento técnico.
Comparando a carga tributária efetiva entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real com base no faturamento, margem de lucro, folha de pagamento e tipo de atividade. Um planejamento tributário anual deve simular os três cenários com dados reais da empresa e identificar economia potencial. Muitas empresas permanecem no Simples mesmo quando seria mais econômico migrar para Lucro Presumido.
Sim. Não há prazo de permanência obrigatório. Recomenda-se avisar com antecedência (30 a 60 dias) para que o contador atual organize documentos, entregue obrigações pendentes e emita carta de transferência de responsabilidade técnica. O novo contador deve protocolar alteração de responsável técnico na Junta Comercial e Receita Federal.
Documentos fiscais e contábeis devem ser mantidos por 5 anos (prazo prescricional tributário). Documentos trabalhistas, por 30 anos (risco de ações de ex-empregados). Livros contábeis e demonstrações financeiras devem ser preservados indefinidamente, pois podem ser exigidos em auditorias, processos judiciais ou na venda da empresa.
A empresa fica irregular perante Receita Federal, Estados e Municípios, sofrendo:
Sim, especialmente para empresas no Lucro Real ou com faturamento superior a R$ 500 mil/ano. A exclusão do ICMS da base de PIS/Cofins, sozinha, pode recuperar 2% a 3% do faturamento dos últimos 60 meses. Empresas que não revisaram tributação nos últimos 5 anos frequentemente têm créditos de R$ 50 mil a R$ 500 mil para compensar com tributos futuros ou receber em restituição.
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