A organização contábil como fundamento da decisão empresarial

Cada transação registrada, cada relatório emitido, cada indicador calculado forma a base sobre a qual empresários tomam decisões que definem o futuro de seus negócios. A contabilidade não é apenas conformidade fiscal — é a linguagem dos negócios traduzida em informação estratégica.

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Registro profissional ativo
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Responsabilidade técnica

Por que a contabilidade inadequada compromete o crescimento

Empresas que tratam a contabilidade apenas como obrigação burocrática enfrentam consequências que vão muito além de multas fiscais. A ausência de organização contábil estruturada gera três problemas críticos:

Decisões baseadas em achismos

Sem registros contábeis precisos, gestores não sabem se estão lucrando ou apenas girando caixa. Precificação incorreta, expansão prematura e investimentos equivocados são sintomas de quem navega sem bússola financeira.

Consequências práticas:
  • Capital de giro insuficiente mesmo com faturamento alto
  • Impossibilidade de prever necessidade de crédito
  • Desconhecimento do custo real de produtos/serviços

Exposição a riscos fiscais e trabalhistas

Tributos pagos indevidamente, créditos não aproveitados, obrigações acessórias entregues com erros ou atrasos. Cada falha se acumula, gerando passivos que podem inviabilizar o negócio quando descobertos em fiscalizações.

Passivos comuns:
  • Multas por atraso ou incorreção em declarações
  • Pagamento duplicado de tributos não compensados
  • Ações trabalhistas por erros em folha de pagamento

Inviabilidade de acesso a crédito e investimento

Bancos, investidores e fornecedores exigem demonstrações contábeis auditáveis. Empresas sem escrituração regular não conseguem comprovar capacidade de pagamento, rentabilidade ou saúde financeira — ficando reféns de capital próprio limitado.

Limitações práticas:
  • Impossibilidade de participar de licitações públicas
  • Taxas de juros mais altas em financiamentos
  • Dificuldade em atrair sócios ou investidores

Escrituração contábil: a espinha dorsal da informação empresarial

A escrituração contábil é o registro sistemático, cronológico e documentado de todos os fatos que alteram o patrimônio da empresa. Não se trata de formalismo: é o método que transforma movimentações financeiras em conhecimento estruturado.

O que compõe a escrituração contábil regular

Livros obrigatórios

  • Livro Diário: Registro cronológico de lançamentos contábeis com base em documentação comprobatória (notas fiscais, recibos, contratos)
  • Livro Razão: Controle analítico de cada conta do plano de contas, permitindo rastreamento de saldos e movimentações
  • Livros auxiliares: Caixa, Contas a Receber, Contas a Pagar, Estoque — ferramentas de gestão e auditoria interna

Documentação suporte

  • Notas fiscais de entrada e saída
  • Comprovantes bancários e extratos
  • Contratos e termos de prestação de serviços
  • Folhas de pagamento e documentos trabalhistas
  • Guias de recolhimento de tributos
  • Atas de assembleias e deliberações societárias

Balanço patrimonial: a fotografia do patrimônio empresarial

O balanço patrimonial é a demonstração que evidencia, em determinada data, a posição patrimonial e financeira da empresa. Estrutura-se em três grupos fundamentais:

ATIVO

Bens e direitos controlados pela empresa

Ativo Circulante
  • Disponibilidades (caixa, bancos)
  • Contas a receber de clientes
  • Estoques de mercadorias
  • Despesas antecipadas
Ativo Não Circulante
  • Realizável a longo prazo
  • Investimentos permanentes
  • Imobilizado (máquinas, veículos, imóveis)
  • Intangível (marcas, patentes, software)

PASSIVO

Obrigações e dívidas da empresa

Passivo Circulante
  • Fornecedores a pagar
  • Empréstimos de curto prazo
  • Tributos a recolher
  • Salários e encargos a pagar
Passivo Não Circulante
  • Financiamentos de longo prazo
  • Provisões trabalhistas
  • Debêntures e títulos de dívida

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Recursos próprios dos sócios

Composição
  • Capital social integralizado
  • Reservas de lucros
  • Lucros ou prejuízos acumulados
  • Ajustes de avaliação patrimonial
Equação fundamental:

ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Análise estratégica: O balanço patrimonial permite calcular índices de liquidez (capacidade de pagamento), endividamento (dependência de terceiros) e estrutura de capital — informações vitais para decisões de expansão, captação de recursos ou reestruturação.

Demonstração do Resultado do Exercício (DRE): entendendo a rentabilidade

A DRE apresenta, de forma resumida, as operações realizadas pela empresa durante determinado período, evidenciando o resultado líquido (lucro ou prejuízo).

Receita Operacional Bruta
Vendas de produtos/serviços + receitas financeiras
(-) Deduções e Abatimentos
Impostos sobre vendas, devoluções, descontos incondicionais
(=) Receita Operacional Líquida
(-) Custo dos Produtos/Serviços Vendidos (CPV/CSV)
Custos diretos de produção ou aquisição
(=) Lucro Bruto
(-) Despesas Operacionais
Administrativas, comerciais, financeiras
(=) Resultado Antes de IR/CSLL
(-) Provisão para IR e CSLL
(=) Resultado Líquido do Exercício
Lucro ou prejuízo disponível aos sócios
Indicadores extraídos da DRE:
  • Margem Bruta: (Lucro Bruto ÷ Receita Líquida) × 100 — mostra a eficiência na produção/compra
  • Margem Operacional: (Resultado Operacional ÷ Receita Líquida) × 100 — rentabilidade da atividade principal
  • Margem Líquida: (Resultado Líquido ÷ Receita Líquida) × 100 — rentabilidade final após todos os custos

Planejamento tributário: pagar o correto, nunca pagar a mais

O sistema tributário brasileiro oferece múltiplos regimes de apuração. A escolha inadequada pode representar sobrecarga fiscal de 20% a 40% sobre o faturamento. Planejamento tributário lícito é direito do contribuinte — e dever de gestão responsável.

Regimes tributários: características e aplicabilidade

Simples Nacional

Regime unificado

Funcionamento: Arrecadação unificada de tributos federais, estaduais e municipais em guia única (DAS), com alíquotas progressivas sobre faturamento.

Limite de faturamento:

Até R$ 4,8 milhões/ano

Alíquotas:

Variam de 4% a 19,5% conforme anexo e faixa de receita

Quando vale a pena:

Empresas com folha de pagamento baixa e margem de lucro alta

Atenção: Nem sempre é a opção mais econômica. Anexos IV e V podem gerar carga superior ao Lucro Presumido para empresas com poucos funcionários.

Lucro Presumido

Apuração simplificada

Funcionamento: Presume-se margem de lucro (8% a 32% conforme atividade). IR e CSLL incidem sobre essa base presumida. PIS/Cofins sobre faturamento (3,65% cumulativo).

Limite de faturamento:

Até R$ 78 milhões/ano

Carga tributária aproximada:

13,33% a 16,33% para prestação de serviços

Quando vale a pena:

Empresas com margem de lucro real superior à margem presumida

Vantagem estratégica: Ideal para empresas com alta lucratividade e baixa possibilidade de aproveitamento de créditos tributários.

Lucro Real

Apuração detalhada

Funcionamento: Tributos calculados sobre lucro contábil efetivo, ajustado por adições e exclusões previstas em lei. PIS/Cofins não-cumulativo (9,25%) com direito a créditos.

Obrigatoriedade:

Faturamento > R$ 78 milhões/ano ou certas atividades (bancos, factoring)

Complexidade:

Exige escrituração contábil completa e controles rigorosos

Quando vale a pena:

Empresas com margem baixa, prejuízos acumulados ou créditos tributários significativos

Diferencial estratégico: Único regime que permite compensação de prejuízos fiscais e aproveitamento de créditos de PIS/Cofins sobre despesas.

Recuperação de tributos pagos indevidamente

Empresas frequentemente recolhem tributos sobre bases de cálculo incorretas, interpretações ultrapassadas ou sem o aproveitamento de benefícios fiscais legítimos. A recuperação tributária é processo técnico que identifica e resgata valores pagos a maior nos últimos 5 anos.

PIS e Cofins sobre receitas não operacionais

Muitas empresas tributam juros de aplicações financeiras, descontos obtidos e outras receitas que não configuram receita da atividade econômica.

Ação: Revisão de 60 meses de apurações e pedido administrativo de restituição ou compensação

Exclusão do ICMS da base de PIS/Cofins

Tese consolidada no STF: ICMS destacado em nota fiscal não integra faturamento para fins de PIS/Cofins. Empresas que não ajustaram suas apurações têm direito ao ressarcimento.

Potencial de recuperação: 2% a 3% do faturamento dos últimos 5 anos

Insumos no crédito de PIS/Cofins (Lucro Real)

Conceito de insumo foi ampliado pela jurisprudência. Despesas com materiais de limpeza, uniformes, ferramentas, embalagens, energia elétrica e outros itens podem gerar créditos.

Oportunidade: Análise detalhada da cadeia produtiva e administrativa para maximizar créditos

INSS sobre PLR, aviso prévio indenizado e terço de férias

Decisões judiciais afastam incidência de contribuição previdenciária sobre certas verbas trabalhistas. Empresas podem recuperar valores recolhidos e cessar recolhimentos futuros.

Resultado: Redução permanente de custos trabalhistas e recuperação retroativa
Processo de recuperação:
  1. Levantamento de 60 meses de escrituração contábil e fiscal
  2. Identificação de teses aplicáveis à atividade da empresa
  3. Cálculo de créditos com correção monetária e juros
  4. Protocolo de pedido administrativo (PER/DCOMP) ou ação judicial
  5. Acompanhamento até homologação e compensação com tributos futuros ou restituição

Assessoria financeira e consultoria empresarial: transformando dados em estratégia

Escrituração contábil regular gera relatórios. Relatórios bem interpretados geram indicadores. Indicadores acompanhados geram decisões informadas. A consultoria empresarial transforma contabilidade em ferramenta de gestão.

Análise de indicadores financeiros: o que os números revelam

Indicadores de Liquidez

Medem a capacidade da empresa de honrar compromissos de curto e longo prazo

Liquidez Corrente

Ativo Circulante ÷ Passivo Circulante

Interpretação: Valores acima de 1,5 indicam boa capacidade de pagamento de curto prazo. Abaixo de 1,0 sinaliza risco de insolvência.
Liquidez Seca

(Ativo Circulante - Estoques) ÷ Passivo Circulante

Interpretação: Exclui estoques (menos líquidos). Recomendado acima de 1,0 para empresas com giro de estoque lento.

Indicadores de Endividamento

Avaliam o nível de dependência de capital de terceiros

Participação de Capital de Terceiros

(Passivo Total ÷ Patrimônio Líquido) × 100

Interpretação: Acima de 100% indica que a empresa tem mais dívidas que capital próprio — alto risco financeiro.
Composição do Endividamento

(Passivo Circulante ÷ Passivo Total) × 100

Interpretação: Percentual alto significa concentração de dívidas de curto prazo — necessidade de geração rápida de caixa.

Indicadores de Rentabilidade

Demonstram eficiência na geração de lucro

ROE (Return on Equity)

(Lucro Líquido ÷ Patrimônio Líquido) × 100

Interpretação: Retorno sobre capital próprio. Deve superar taxa básica de juros (Selic) para justificar investimento no negócio.
ROA (Return on Assets)

(Lucro Líquido ÷ Ativo Total) × 100

Interpretação: Eficiência no uso de ativos. Quanto maior, melhor a geração de lucro com os recursos disponíveis.

Indicadores de Atividade

Avaliam eficiência operacional e velocidade do ciclo financeiro

Prazo Médio de Recebimento

(Contas a Receber ÷ Receita Líquida) × 360

Interpretação: Quantos dias, em média, a empresa espera para receber de clientes. Quanto menor, melhor o ciclo de caixa.
Prazo Médio de Pagamento

(Fornecedores ÷ Compras) × 360

Interpretação: Prazo médio para pagar fornecedores. Deve ser superior ao prazo de recebimento para evitar descasamento de fluxo.

Fluxo de caixa: a ferramenta de sobrevivência empresarial

Lucro contábil não garante caixa disponível. Empresas lucrativas quebram por falta de liquidez. O fluxo de caixa projeta entradas e saídas efetivas, permitindo antecipação de necessidades de capital.

Atividades Operacionais

+ Recebimentos de clientes
- Pagamentos a fornecedores
- Pagamentos de salários e encargos
- Pagamentos de tributos
- Despesas administrativas e comerciais

Atividades de Investimento

- Aquisição de imobilizado
+ Venda de ativos permanentes
- Aplicações financeiras de longo prazo

Atividades de Financiamento

+ Integralização de capital
+ Empréstimos e financiamentos
- Pagamento de empréstimos
- Distribuição de lucros
Decisões baseadas em fluxo de caixa:
  • Quando buscar crédito (antes da necessidade crítica)
  • Se há margem para negociar prazos com fornecedores
  • Viabilidade de expansão sem comprometer liquidez
  • Necessidade de redução de custos fixos em períodos de baixa

Consultoria estratégica: além dos números

A análise contábil-financeira é base, mas decisões empresariais envolvem variáveis além de indicadores. A consultoria integra:

Precificação estratégica

Cálculo de ponto de equilíbrio, margem de contribuição e formação de preço baseada em custos reais — não em "preço de mercado" ou achismos.

Análise de viabilidade de projetos

Avaliação de investimentos por VPL (Valor Presente Líquido), TIR (Taxa Interna de Retorno) e payback — decidir entre expandir, terceirizar ou abandonar operações deficitárias.

Reestruturação societária

Cisão, fusão, incorporação e reorganização de participações societárias para otimização tributária e sucessão patrimonial.

Due diligence em aquisições

Auditoria contábil, fiscal e trabalhista em empresas-alvo de aquisição — identificar passivos ocultos, contingências e ajustar preço de compra.

Departamento pessoal e recursos humanos: conformidade e proteção trabalhista

A legislação trabalhista brasileira é extensa, detalhista e passível de interpretações jurisprudenciais. Erros na gestão de folha de pagamento, contratos e obrigações acessórias geram passivos que frequentemente superam o faturamento anual de micro e pequenas empresas.

Obrigações do departamento pessoal

Admissão e registro

  • Registro de empregados (CTPS): Anotação física ou digital em até 5 dias da admissão, com descrição de função, salário e jornada
  • Exame médico admissional: Obrigatório antes do início das atividades, comprovando aptidão para a função
  • Cadastro no eSocial: Envio de eventos S-2190 (admissão preliminar) e S-2200 (cadastramento) antes do primeiro dia de trabalho
  • Programa de controle médico (PCMSO) e PPRA: Adequação às normas de saúde e segurança do trabalho conforme atividade

Folha de pagamento mensal

  • Holerite discriminado: Salário-base, horas extras, adicionais (noturno, insalubridade, periculosidade), comissões, descontos (INSS, IRRF, vale-transporte, plano de saúde)
  • FGTS: Recolhimento de 8% sobre remuneração até dia 7 do mês seguinte via guia SEFIP/eSocial
  • INSS Patronal: 20% sobre folha + RAT (1% a 3%) + contribuições a terceiros (Sistema S, INCRA, Salário-Educação)
  • IRRF: Retenção na fonte conforme tabela progressiva, com dedução de dependentes e INSS

Férias e 13º salário

  • Férias: Direito adquirido após 12 meses, pagamento 2 dias antes do início do gozo, com adicional de 1/3
  • Abono pecuniário: Conversão facultativa de até 10 dias em dinheiro, mediante solicitação do empregado
  • 13º salário: Pagamento em duas parcelas (até 30/11 e 20/12), proporcional aos meses trabalhados

Rescisão contratual

  • Aviso prévio: 30 dias + 3 dias por ano trabalhado (máximo 90 dias), trabalhado ou indenizado
  • Verbas rescisórias: Saldo de salário, férias vencidas e proporcionais, 13º proporcional, FGTS + multa de 40% (demissão sem justa causa)
  • Homologação: Rescisões acima de 1 ano devem ser homologadas em sindicato ou Ministério do Trabalho (em alguns estados)
  • Entrega de documentos: Termo de rescisão, guias de seguro-desemprego, chave de conectividade social

Riscos trabalhistas: passivos ocultos que comprometem viabilidade

A Justiça do Trabalho tem entendimentos consolidados que, quando descumpridos, geram condenações significativas. Principais riscos:

Horas extras não registradas

Situação: Empregados que trabalham além da jornada sem registro formal em ponto eletrônico ou manual.

Consequência: Condenação ao pagamento retroativo de horas extras (mínimo 50% sobre hora normal) com reflexos em DSR, 13º, férias e FGTS. Prescrição de 5 anos.

Custo médio: R$ 30.000 a R$ 150.000 por empregado em ações trabalhistas.

Vínculo empregatício disfarçado (PJ)

Situação: Contratação de "prestadores de serviço PJ" que trabalham com exclusividade, subordinação e horário fixo.

Consequência: Reconhecimento de vínculo empregatício com pagamento de todas as verbas trabalhistas retroativas, FGTS, INSS e multas.

Custo médio: R$ 80.000 a R$ 300.000 por falso PJ reconhecido.

Desvio de função

Situação: Empregado contratado para função simples (auxiliar) executa atividades de maior complexidade (analista, coordenador) sem promoção.

Consequência: Equiparação salarial retroativa ao paradigma da função exercida, com diferenças em todas as verbas.

Custo médio: R$ 20.000 a R$ 100.000 conforme tempo e diferença salarial.

Não pagamento de adicionais (insalubridade, periculosidade, noturno)

Situação: Exposição a agentes nocivos à saúde ou trabalho em horário noturno (22h às 5h) sem pagamento de adicional legal.

Consequência: Condenação ao pagamento retroativo de adicionais com reflexos em todas as verbas trabalhistas.

Custo médio: R$ 25.000 a R$ 120.000 por empregado.

Auditoria trabalhista preventiva:

Revisão periódica de contratos, jornadas, adicionais, promoções e rescisões para identificar e corrigir inconformidades antes de reclamações trabalhistas. Investimento em prevenção é sempre inferior ao custo de condenações judiciais.

Obrigações acessórias trabalhistas

Além da folha de pagamento, empresas devem entregar declarações mensais e anuais ao governo:

eSocial

Sistema unificado de escrituração digital das obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas. Substitui GFIP, CAGED, RAIS, DIRF e outras declarações.

Prazo: Eventos enviados em tempo real ou até dia 15 do mês seguinte, conforme categoria

DCTF-Web

Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais. Confessa dívidas de contribuições previdenciárias e tributos federais.

Prazo: 15º dia útil do mês seguinte ao fato gerador

DIRF (em extinção pelo eSocial)

Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte. Informa valores pagos e IR retido de funcionários, prestadores e aluguéis.

Prazo: Último dia útil de fevereiro (ano-calendário anterior)

Responsabilidade técnica e ética profissional

Contabilidade é profissão regulamentada. Atuação exige registro no Conselho Regional de Contabilidade, responsabilidade civil e observância de código de ética. A GTBrasil opera com total transparência regulatória.

Registro CRC Ativo

GO-004124/O-0

Registro ativo no Conselho Regional de Contabilidade de Goiás, habilitando prestação regular de serviços contábeis e emissão de demonstrações com validade jurídica.

Pessoa Jurídica Constituída

CNPJ 37.885.969/0001-05

Empresa formalmente constituída com responsabilidade civil, permitindo emissão de notas fiscais, contratos juridicamente vinculantes e garantia de continuidade de serviços.

Código de Ética Profissional

NBC PG 01 (R1)

Observância obrigatória das Normas Brasileiras de Contabilidade, garantindo sigilo profissional, independência técnica e zelo na execução dos serviços.

Responsabilidade Civil

Art. 1.177 do CC/2002

Responsabilidade técnica e civil pelos atos praticados no exercício da profissão, com possibilidade de contratação de seguro de responsabilidade civil profissional para proteção de clientes.

Compromissos da GTBrasil

Sigilo absoluto: Informações contábeis, fiscais e empresariais protegidas por sigilo profissional. Não divulgação a terceiros sem autorização expressa.
Atualização técnica contínua: Acompanhamento de mudanças na legislação tributária, trabalhista e contábil. Participação em cursos e eventos do CRC.
Independência técnica: Orientações baseadas em normas contábeis e legislação, sem subordinação a pressões de clientes para práticas irregulares.
Transparência nos honorários: Proposta de serviços com escopo claro, prazos definidos e valores previamente acordados. Sem cobranças surpresa.

Perguntas frequentes sobre contabilidade empresarial

O contador é o profissional habilitado (técnico ou bacharel) com registro no CRC. O escritório de contabilidade é a empresa (pessoa jurídica) que presta serviços contábeis. Um escritório pode ter vários contadores em seu quadro, sendo obrigatório ter um responsável técnico registrado.

Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendável. Mesmo com regime simplificado, o MEI pode cometer erros em desenquadramento, mistura de finanças pessoais e empresariais, ou perder oportunidades de transição para ME quando o faturamento cresce. Além disso, caso contrate empregado, as obrigações trabalhistas exigem acompanhamento técnico.

Comparando a carga tributária efetiva entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real com base no faturamento, margem de lucro, folha de pagamento e tipo de atividade. Um planejamento tributário anual deve simular os três cenários com dados reais da empresa e identificar economia potencial. Muitas empresas permanecem no Simples mesmo quando seria mais econômico migrar para Lucro Presumido.

Sim. Não há prazo de permanência obrigatório. Recomenda-se avisar com antecedência (30 a 60 dias) para que o contador atual organize documentos, entregue obrigações pendentes e emita carta de transferência de responsabilidade técnica. O novo contador deve protocolar alteração de responsável técnico na Junta Comercial e Receita Federal.

Documentos fiscais e contábeis devem ser mantidos por 5 anos (prazo prescricional tributário). Documentos trabalhistas, por 30 anos (risco de ações de ex-empregados). Livros contábeis e demonstrações financeiras devem ser preservados indefinidamente, pois podem ser exigidos em auditorias, processos judiciais ou na venda da empresa.

A empresa fica irregular perante Receita Federal, Estados e Municípios, sofrendo:

  • Multas automáticas (R$ 500 a R$ 5.000 por declaração, podendo chegar a 20% do faturamento em casos graves)
  • Impossibilidade de emitir Certidão Negativa de Débitos (CND), bloqueando participação em licitações, financiamentos e venda de imóveis
  • Inclusão no CADIN (Cadastro de Inadimplentes), restringindo crédito bancário
  • Risco de fiscalização direcionada e arbitramento de lucros pela Receita

Sim, especialmente para empresas no Lucro Real ou com faturamento superior a R$ 500 mil/ano. A exclusão do ICMS da base de PIS/Cofins, sozinha, pode recuperar 2% a 3% do faturamento dos últimos 60 meses. Empresas que não revisaram tributação nos últimos 5 anos frequentemente têm créditos de R$ 50 mil a R$ 500 mil para compensar com tributos futuros ou receber em restituição.

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